CANDOMBLÉ


O candomblé é uma das religiões mais completas que existe, pois temos a consciência da ligação do ser supremo com tudo que ele criou na sua essência pura. Uma religião que nos une com Deus. Para mim, é a comprovação da existência de um ser superior independente do nome que ele será chamado. É a energia pura da natureza, e onde podemos sentir quando louvamos os Orishás e sentimos a presença deles.
- Julio De Logun - dirigente do terreiro Ile Asé Maraketu Logun

A história das religiões afro-brasileiras inclui, necessariamente, o contexto das relações sociais, políticas e econômicas estabelecidas entre os seus principais grupos formadores: negros, brancos e índios. O desenvolvimento do candomblé foi marcado, entre outros fatores, pela necessidade por parte dos grupos negros de reelaborarem sua identidade social e religiosa sob as condições adversas da escravidão e, posteriormente, do desamparo social, tendo como referência as matrizes religiosas de origem africana.

Até o século XVIII, o nome mais frequente para as religiões de origem africana no Brasil parece ter sido o calundu. Este termo seria utilizado para nomear encontros coletivos que envolviam dança, cantos e música acompanhados por instrumentos de percussão, invocação de espíritos, sessão de possessão e cura mágica. Já no candomblé, as diferentes formas de cultuar os deuses – orixás – foram classificadas pelos negros segundo modelos de ritos chamados de nações (angola, congo, jeje, nagô, etc.), numa alusão de que os terreiros possuíam uma identidade grupal ou étnica como nos reinos africanos.

Apesar das variedades, as nações compartilham elementos culturais comuns, desde o seu panteão de orixás – Oxalá, Ogum, Xangô, Iemanjá, etc. – até os processos rituais. Os cultos rituais podem ser privados ou públicos, fortalecendo os vínculos entre os membros do terreiros e os seus orixás, que trazem proteção e benefícios a eles. Os praticantes consideram-se uma família espiritual que compartilha o terreiro juntamente com os orixás, também vistos como integrantes desta. O ingresso legítimo no culto é marcado pela iniciação cerimonial do fiel, que passa a ser um filho-de-santo.

As chamadas cerimônias de barracão são celebrações festivas públicas de canto e dança. Para a preparação destas há o processo de ritos que envolvem sacrifício de animais, preparo das carnes para o posterior banquete comunitário e das comidas rituais oferecidas aos orixás. Após a realização dessas etapas, dá-se início ao toque, que é a festa de candomblé.


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